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18 janeiro, 2015

Bionews: Liberação do Canabidiol, o que isso significa?

Maconha, mais uma aliada a medicina.
Você já deve ter escutado a mídia anunciar que na última quarta-feira (14) foi liberado o uso de um tal de canabidiol, mas afinal, o que isso significa? É uma noticia boa ou ruim?
O canabidiol é uma substância retirada de uma planta da espécie Canabis indicavulgo maconha. Não é para confundir! A maconha não foi liberada, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) apenas autorizou o uso da substância como remédio.
Até porque, apesar de ser extraído de uma droga ilícita aqui no Brasil, o canabidiol não faz com que as pessoas que o usem fiquem viciadas ou sofram os efeitos de quem fuma maconha, já que a substância responsável pelos efeitos psicoativos é o delta-9-tetraidrocanabinol o THC.
Planta Canabis indica, utilizada para a extração do canabidiol
A substância canabidiol é utilizada para o tratamento de diversas doenças, principalmente as neurológicas, como os transtornos da ansiedade, a síndrome do pânico, a fobia social ou o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), além de apresentar ação ansiolítica (diminuição da ansiedade), antipsicótica, neuro-protetora, anti-inflamatória, antiepilética evitando as convulsões e também age nos distúrbios do sono.
Tubo do canabidiol, cada um custa cerca de $1.500
Apesar da liberação do Canabidiol, ainda existem problemas a serem enfrentados, o primeiro é a burocracia, não se pode comprar o medicamento nas farmácias, existe uma série de exigências a serem cumpridas e o segundo problema é o preço, já que o produto precisa ser importado e cada tubo pode custar quase $1.500,00.
Vale ressaltar que o uso de substâncias como o canabidiol pode ser considerado um ganho na medicina, porém o uso recreativo da droga (maconha) pode trazer diversos riscos a saúde, como os transtornos psicóticos e problemas respiratórios.

09 julho, 2012

Bionews: Programa para as férias.

Exposição mostra dinossauros em tamanho real.

Dinossauro em tamanho real
na exposição Era T-Rex.
Os dinossauros viveram na Terra durante cerca de 150 milhões de anos, durante a Era Mesozóica.
Reinaram em um planeta quente, cuja fauna (conjunto das plantas) quase não tinha flores. Não eram os únicos animais do pedaço: peixes, lagartos, rãs e até pássaros já habitavam a Terra, o que matou a fome de muitos desses gigantes.
Essa história é contada na exposição Era T-Rex, que reúne 40 réplicas eletronicamente animadas de dinossauros em tamanho real, no Shopping Interlar Aricanduva, em São Paulo.
Bichos chegam a 30 metros de comprimento.
O passeio começa em um cinema. Durante o filme, os espectadores sentem cheiros e ventos, tomam chuva e são ameaçados pela explosão de vulcões.
Em seguida, um guia paleontólogo conduz os visitantes exposição adentro. O cenário tenta recriar uma floresta da Era Mesozóica, habitada por gigantes de até oito metros de altura e 30 metros de comprimento.
Ali, é possível chegar perto de dinossauros como o Tiranossauro Rex e tocá-los.
A visita termina com brincadeiras. O objetivo é procurar réplicas de fósseis em um grande tanque de areia.

ANOTE NA AGENDA
Exposição Era T-Rex
QUANDO: até 27 de julho. De segunda a sexta, das 14h às 21h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 22h
ONDE: Shopping Aricanduva (av. Aricanduva, 5555; tel. 0/xx/11/3444-2000)
QUANTO: R$ 15 (para crianças até 12 anos; menores de cinco anos não pagam); R$ 30 para adultos

21 maio, 2012

Bionews: Censo da biodiversidade.

Censo vai mapear todas as espécies da Amazônia.
Pesquisadores do Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém, lançaram na última sexta-feira (18) um plano ambicioso: o de disponibilizar na internet a lista completa de todas as milhares de espécies de animais e plantas da Amazônia.
O Censo da Biodiversidade (que já pode ser acessado on-line ) por enquanto agrega apenas uma lista de mais de 3.000 espécies de animais, de mamíferos a aranhas, todos eles nativos do Pará.
O lagarto Gonatodes nascimentoi, uma das 130
espécies descobertas pelo Museu Paraense Emílio Goeldi.
"O plano é que, até o fim do ano, a gente consiga atingir toda a Amazônia brasileira", disse à Folha o biólogo Ulisses Galatti, um dos coordenadores da iniciativa.
O projeto se une a outras ferramentas virtuais Brasil e mundo afora cujo objetivo é concluir a tarefa aparentemente simples, mas na prática extremamente cabeluda, de contar quantas espécies existem no planeta.
Sem esse dado básico, fica muito difícil proteger as áreas mais ameaçadas pela pressão humana ou estudar as raízes evolutivas de plantas ou animais. No entanto, problemas como a escassez de profissionais especializados em sistemática (o ramo da biologia que classifica os seres vivos) atrapalham um bocado.
Mesmo em grupos já estudados de cabo a rabo, como mamíferos e aves, a expectativa é que 10% das espécies amazônicas ainda sejam desconhecidas, diz Galatti.
"Quando se fala de répteis e anfíbios, então, ainda há muita coisa desconhecida", afirma o biólogo do Goeldi.

REFERÊNCIA
Biodiversidade na Amazônia.
Por enquanto, o internauta tem acesso apenas aos nomes científicos e ao status de conservação (se a espécie está criticamente ameaçada de extinção ou é apenas vulnerável, por exemplo) dos bichos paraenses.
O plano, no entanto, é indicar, para cada espécie, em que museu estão seus exemplares de referência, ou seja, os indivíduos (empalhados ou preservados em álcool, digamos) que serviram de base para que o descobridor da espécie a descrevesse.
Essa informação é crucial para que outro cientista, diante de uma criatura parecida, consiga dizer se ela pertence a uma espécie ainda desconhecida ou à mesma.
Os pesquisadores também devem incluir imagens e até sons de cada espécie. Em última instância, a iniciativa do censo pretende incluir espécies amazônicas dos países vizinhos e também de outros ecossistemas do país.
Junto com o site, o Goeldi também está lançando a publicação "Espécies do Milênio", que reúne as 130 novas criaturas descobertas pelos pesquisadores do museu entre o ano 2000 e 2011.
O museu também promove hoje um debate sobre a Rio+20, conferência ambiental da ONU que ocorre no Rio de Janeiro em junho, e a biodiversidade da Amazônia.
"É louvável discutir a economia verde na Rio+20, mas para isso é preciso pensar num desenvolvimento amazônico baseado em ciência e no potencial econômico da biodiversidade", diz Galatti.

14 maio, 2012

Bionews: Salvem os Rhinos!

Rinocerontes correm risco de extinção; seus chifres valem tanto quanto ouro.

Rinoceronte, na Namíbia.

A caça ilegal de rinocerontes disparou impulsionada pelo valor dos chifres destes animais.
No mercado negro da Ásia, os chifres de rinocerontes valem tanto quanto o ouro, cerca de 66 mil dólares o quilo, indicam diferentes fontes.
Os asiáticos transformam o chifre desse bicho num pó, usado como remédio para aliviar a febre e combater o câncer, por exemplo. Mas não há estudos científicos que comprovem a eficácia desse medicamento.
É por isso que a matança vem sendo crescente. Na África, onde vivem de 70% a 80% da população mundial de rinocerontes, 13 rinocerontes foram mortos em 2007; 448 foram mortos em 2011; e nos quatro primeiros meses de 2012, já são 200 os que foram atingidos pelas mãos de caçadores ilegais.
Até agora, a população africana de rinocerontes estava em ascensão. Calcula-se atualmente em 20.700 o número de rinocerontes brancos na África e em 4.800 o número de negros.
Mas no ritmo em que a caça ilegal cresce, o número de rinocerontes sacrificados a cada ano corre o risco de superar logo o de nascimentos, advertiu o Grupo de Gestão de Rinocerontes (RMG) da Comunidade da África Austral.

07 maio, 2012

Bionews: Atrapalhando os pássaros.

Poluição sonora atrapalha 'diálogo' de aves.

Você odeia ser interrompido durante uma boa conversa com os amigos? Agora imagine se isso acontecesse o tempo todo. Deve ser assim que os psitacídeos, passarinhos como os papagaios, os periquitos e as araras, se sentem no cerrado brasileiro.
Quem identificou possíveis interferências na comunicação entre os bichos foi o biólogo Carlos Barros de Araújo, em sua tese de doutorado na Unicamp. Após sete anos de pesquisa de campo nos Estados de Goiás e Tocantins e no Distrito Federal, Araújo demonstra que essas aves conseguem "bater um papinho" a distâncias de até 1,5 km.
Essa comunicação de longo alcance faz parte da dinâmica de vida dos bichos, que se separam em bandos pequenos durante o dia para se alimentar e avisam uns aos outros onde achar comida. "O que você vê em campo são esses pequenos bandos se juntando e se separando constantemente."
Proteger o grupo contra inimigos e afastar possíveis rivais também são outras utilidades dessa comunicação.

Casal de periquito-do-encontro-amarelo (Brotogeris chiriri), no Parque Nacional de Brasí­lia. Espécie foi uma das estudadas sobre o prejuí­zo causado pela poluição sonora humana na comunicação entre os psitacídeos.

Segundo Araújo, já foi possível identificar notas emitidas em contextos específicos, como a sinalização feita por sentinelas. "Um indivíduo fica na copa da árvore observando a presença de predadores e emitindo um som de intensidade baixa. Quando um deles se aproxima, o sentinela emite uma nota de alarme para avisar aos demais."
A interferência do homem, no entanto, tem reduzido a distância na comunicação entre os animais de 1.500 m para menos de 50 m.
"Se você corta a comunicação, você corta a capacidade de informar onde tem alimento. [A ave] vai ter uma menor probabilidade de sobrevivência e de reprodução", afirma o biólogo.
A interferência sonora pode até fazer o animal mudar seu canto. "Muitas espécies passam a cantar em frequências mais agudas e com uma maior intensidade quando submetidas a ruídos de grande intensidade."
As medições realizadas pelo biólogo foram feitas em fazendas e também na Universidade de Brasília, um ambiente urbano mas bem tranquilo se comparado ao centro de grandes cidades. Mesmo assim, já foi percebida a grande redução no raio de comunicação entre as aves.
Barreiras sonoras em rodovias e avenidas perto de áreas onde os bichos vivem podem ajudar a protegê-los.
"Ao lado do Parque Nacional de Brasília passa uma grande rodovia. Em uma área que tem 80 decibéis de ruído é claro que os pássaros serão afetados de alguma forma."
A próxima etapa do trabalho, que centrou esforços no estudo do periquito-rei, do maracanã-nobre e da arara-de-barriga-amarela, será descobrir o impacto da poluição sonora na sobrevivência dos bichos. "Estamos correndo contra o tempo."

Esquema ilustrando a pesquisa feita pelo biólogo Carlos Barros de Araujo, da Unicamp.


30 abril, 2012

Bionews: Beleza e amor.


Apreciar uma obra de arte e admirar a pessoa amada estimulam as mesmas áreas neurais.

©MEDVEDKA/SHUTTERSTOCK
Pessoas apaixonadas tendem a considerar sua cara-metade bonita, ainda que ela esteja longe de se encaixar nos padrões vigentes. Essa percepção ocorre porque amor e beleza ativam as mesmas regiões do cérebro. É o que sugere um estudo publicado na revista PLoS ONE – obras de arte estimulam áreas ligadas ao desejo e à sensação de euforia e bem-estar.
O neurobiólogo Semir Zeki e seus colegas do Laboratório de Neurobiologia da College London, na Inglaterra, exibiram a 21 pessoas de diferentes culturas mais de100 pinturas e composições musicais. Elas deveriam dizer se achavam as obras bonitas, feias ou indiferentes. Em seguida, os cientistas mostraram novamenteas produções aos voluntários, dessa vez monitorando sua atividade cerebral. Constataram que o cérebro dos participantes do estudo não apresentou reação significativa quando olhavam ou ouviam obras que não achavam bonitas nem feias.
As imagens que eles acharam belas ativaram intensamente o córtex medial orbitofrontal, considerado por muitos pesquisadores uma parte do sistema límbico, responsável por processos relacionados ao desejo e à avaliação de valor e beleza. Para Zeki, quando algo nos agrada esteticamente, há maior chance de desejá-lo. No experimento, foi observado principalmente o caso da arte visual: diante das obras preferidas, havia maior ativação do núcleo caudado, parte do cérebro que, como mostram pesquisas anteriores, reage quando olhamos para fotografias da pessoa amada.

23 abril, 2012

Bionews: Cabelo humano em camundongos.

Japoneses "ensinam" cabelo humano a crescer nas costas de camundongo.

Com o perdão do trocadilho, a imagem é de arrepiar os cabelos: um tufo de cabelo humano crescendo no dorso de um camundongo de uma linhagem naturalmente "pelada".
Os responsáveis pela visão inusitada são Takashi Tsuji e seus colegas da Universidade de Ciência de Tóquio, no Japão. Em artigo recém-publicado na revista científica "Nature Communications", eles mostram como conseguiram uma integração do cabelo humano muito similar à natural no organismo dos roedores.
Em tese, a técnica, que partiu do cultivo em laboratório de folículos capilares de um homem com calvície, poderia ser um novo caminho para tratar a calvície.
O ponto importante do estudo japonês é que ele conseguiu fazer com que os cabelos implantados nos camundongos ficassem realmente conectados com a pele do animal, incluindo terminações nervosas e músculos que fazem os pelos arrepiarem.
Os pesquisadores também mostraram que esses cabelos passam pelo ciclo normal de crescimento, queda e reposição da cabeleira natural.

Camundongo sem pelos tem cabelos de origem humana (negros) em suas costas,
 em pesquisa de cientistas japoneses.


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